sexta-feira, 16 de maio de 2008

ATÉ









SEGUNDA!!

QUADRINHOS - TIRA 05 - FÉDOR

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FÉDOR - BER~~
THE
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END!

DOORS

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This is the end, beautiful friend
This is the end, my only friend
The end of our elaborate plans
The end of everything that stands
The end

No safety or surprise
The end
I'll never look into your eyes again

Can you picture what will be
So limitless and free
Desperately in need of some stranger's hand
In a desperate land

Lost in a Roman wilderness of pain
And all the children are insane
All the children are insane
Waiting for the summer rain
There's danger on the edge of town
Ride the King's highway
Weird scenes inside the gold mine
Ride the highway West, baby

Ride the snake
Ride the snake
To the lake
To the lake

The ancient lake, baby
The snake is long
Seven miles
Ride the snake

He's old
And his skin is cold
The West is the best
The West is the best
Get here and we'll do the rest

The blue bus is calling us
The blue bus is calling us
Driver, where are you taking us?

The killer awoke before dawn
He put his boots on
He took a face from the ancient gallery
And he walked on down the hall

He went into the room where his sister lived
And then he paid a visit to his brother
And then he walked on down the hall
And he came to a door
And he looked inside
Father
Yes son?
I want to kill you
Mother, I want to. . .

C'mon baby, take a chance with us
C'mon baby, take a chance with us
C'mon baby, take a chance with us
And meet me at the back of the blue bus
Doin' a blue rock on a blue bus
Doin' a blue rock C'mon, yeah
Kill, kill, kill, kill, kill, kill

This is the end, beautiful friend
This is the end, my only friend
The end

It hurts to set you free
But you'll never follow me

The end of laughter and soft lies
The end of nights we tried to die

This is the end

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And in the end

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The End
é uma música dos Beatles, lançada no álbum Abbey Road, de 1969. Foi iniciada em 23 de julho de 1969 com o nome provisório de "Ending". Tem 2'19" (dois minutos e dezenove segundos) de duração e originalmente era para ser a última música do álbum, não fosse a inclusão "acidental" de her Majesty. Começa com o refrão "Oh, yeah! Alright! Are you gonna be in my dreams tonight?", em seguida vem um solo de bateria de Ringo que dura 16 segundos - o único de todas as músicas gravadas pelo quarteto. Em seguida, Paul, George e John, nesta ordem, revezam-se em solos de guitarra de 4 segundos cada um, em três blocos. Então vem uma entrada de piano e o refrão "And in the end, the love you take is equal to the love you make", entrando em seguida uma orquestra e encerrando a canção. A música é creditada aos quatro beatles.
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Dylan Marlais Thomas

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+ IVAN JUSTEN SANTANA

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Do not go gentle into that good night

Não entre nesta boa noite com brandura


Não entre nesta boa noite com brandura,
A idade deve arder e curtir muito ao fim do dia;
Ruja, ruja contra a luz que morre e não fulgura.

Os sábios, que ao fim sabem como a noite é escura,
Porque a rede das suas palavras acabou vazia,
Não entram nesta boa noite com brandura.

Os homens bons, ao dar adeus, gritando quão pura-
Mente seus feitos frágeis bailariam numa verde baía,
Rugem, rugem contra a luz que morre e não fulgura.

Os homens loucos, que cantaram o sol na captura,
E aprendem, tarde, que só o lamentavam em sua via,
Não entram nesta boa noite com brandura.

Os homens graves, à morte, vendo com cega finura
Que feito um meteoro gaio o olho cego brilharia,
Rugem, rugem contra a luz que morre e não fulgura.

E você, meu pai, aí da sua triste altura,
Clame, abençoe feroz em lágrimas minha prece arredia.
Não entre nesta boa noite com brandura.
Ruja, ruja contra a luz que morre e não fulgura.


Dylan Thomas
Traduzido por Ivan Justen Santana
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PUSHER

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ROBERT DOISNEAU

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WILLY RONIS

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RODERO

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Em Cuba.
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COMPLICATED!!

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M. RYERSON

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POEMA 18

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O canto de Eufórion
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outrora viveu numa ilha um cara de certo carisma
tinha sempre um álibi pra faltar à missa
passava os dias sob as ordens da preguiça
e, à noite, uivava uma lua mortiça
pobre de nós, não tinha a menor pudicícia
tanto fazia pra ele roela de porco ou piscar de piça
poucas gotas eram colírio pra seus olhos de oculista
exceto garotas de programa dançando na sua pista
uma carne tão fraca só podia dar em carniça
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Livre adaptação de trecho do poema “Childe Harold's Pilgrimage” de Lord Byron
.
Sérgio Viralobos e Thadeu W
~]

VERSOS VELHOS PARA SÁBADOS NOVOS (REVISITADOS)

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FOFURICES ANIMALESCAS APRESENTA:

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Seja gentil com os outros porque...

... o tempo fará muita diferença!
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quinta-feira, 15 de maio de 2008

ATÉ AMANHÃ!!

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Roleta Russa

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Não tenho a melancolia bêbada dos poetas malditos
Nem a inadimplência de seus enunciados etílicos.
Minha revolução cabe e sobra na palma da mão,
E na elasticidade trôpega de meus cambitos.
O resto é com vocês, mantenedores da solidão!

O velhinho, míope e gago, precisa atravessar a rua;
A boa senhora, chegar com as compras em casa;
Eu, fazer versos que os levem ao mundo da lua!
Não ao tiro de Maiakóvski e à corda de Iessiênin,
Para o suicídio, já bastam as mil obras de Lênin!

Estou neste mundo e nele me arrasto sem medida.
Sou grande demais para o meu tamanho, e daí?
Que estes versos possam ao menos confirmar a vida,
Calando a boca dos que dizem que o inferno é aqui
E fazem da alegria de chegar, lágrimas de despedida!

Comedor de Ranho
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BIILLLLLLL
L

Mário Schoemberger

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ONE BILL

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El lavoro di Max Bill

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MAX BILL
Unidade Tripartita (Unità Tripartita), 1948/49
Acciaio Inossidabile, 114,0 x 88,3 x 98,2
Donazione MAM-SP

Quest’opera ha ricevuto il premio di scultura nella Prima Biennale di San Paolo nel 1951. L’unità tripartita è prodotto dell’esperienze che si sarebbero consolidate nel lavoro di Max Bill. In questa si vede esplorato il concetto matematico dell’infinito, il famoso nastro di Moebius che nel suo aprirsi mostra la capacità di infinitezza del nastro. In questo nastro, Bill propone un sviluppo geometrico della forma nello spazio.
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PRIMEIRA BIENAL~~

MAVIGNIER

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Almir Mavignier é um pintor brasileiro que vive na Alemanha há mais de 50 anos. No final da década de 40, ainda no Brasil, ele e nomes como Abraham Palatnik, Ivan Serpa e Mario Pedrosa discutiam teorias sobre a forma e experimentavam o que depois viria a ser chamado de arte concreta.

Sua extensa obra de comunicação visual começa sob a influência da primeira Bienal de Arte (1951), que teve papel decisivo nas artes visuais no Brasil através da premiação do construtivo suíço Max Bill, autor da escultura "Unidade Tripartida".

Já em 1951 inicia sua carreira de pintor e cartazista em Paris, Ulm e Hamburgo.

Em 1953, em Ulm, convive com a corrente concretista na Alemanha, estudando com Josef Albers, Max Bense e Nonné Schmidt.

Dedica-se inicialmente à Optical Art, desenvolvendo um trabalho diferenciado, marcado pelas permutações visuais, experiências com círculos e pontos de valores cromáticos diversos, seriações através de repetição da forma, sempre passíveis de formulação matemática.

Seus inúmeros cartazes – forma mais direta de comunicação visual – lhe conferiram o status de um dos maiores artistas gráficos da Alemanha.

Para Almir não existem limites entre a pintura e o cartaz. A primeira fascina; o segundo, informa. “O cartaz é um telegrama para ser lido de longe".

Sua obra pictórica é essencialmente geométrica. A obra gráfica vai do resgate dos tipos do alfabeto de Albers à criação de painéis com cartazes seqüenciais.





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Mudança De Estação

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Paulo Leminski


Gente bonita tá me vindo
A tentação
De lhes mostrar
Mudança de estação
O rio tá raso
Estrela fraca, sem razão
Vai ver, vai ver
É mudança de estação
Vai ver, vai
É noite de São João

Eu quis saber aonde fica
O coração
E acabei com uma
Estranha sensação
Vai ver, vai ver
É mudança de estação
Vai ver, vai
É noite de São João

Gente bonita olha só
Quem vem chegando
Alguém sorrindo
Alguém chorando
E a multidão
Vai ver, vai ver
É mudança de estação
Vai ver, vai
É noite de São João
Vai ver....
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SINHAZINHA!!

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Carmela Oleksy d'El Rei
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quarta-feira, 14 de maio de 2008

HOJE TEM ENSAIO. E MÚSICAS NOVAS!!

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A NOSSA AMIGA GALINHA

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Galinha é parente mais próximo do Tiranossauro


Foto Divulgação

EUA - Pesquisadores das Universidades Harvard e Estadual da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, afirmam que o tiranossauro rex tem como parente mais próximo as aves, como avestruzes e galinhas, e jacarés apenas como primos distantes.

A descoberta publicada na revista Science foi possível graças a comparação entre proteínas encontradas em um fóssil de tiranossauro e material coletado de 21 espécies de animais existentes no mundo atual. Segundo seus autores, a análise confirma, em nível molecular, a ligação entre dinossauros e aves, uma conexão já havia sido feita por razões de semelhança anatômica.

A proteína usada no estudo veio de colágeno extraído de um fêmur de tiranossauro de 68 milhões de anos descoberto nos EUA em 2003. A presença do colágeno preservado no osso fossilizado foi detectada em 2005. Os autores do trabalho atual argumentam que o resultado que obtiveram indica que o colágeno detectado realmente era do dinossauro, e não fruto de contaminação posterior.

"Os resultados vão ao encontro de previsões antes feitas a partir da anatomia do esqueleto, de onde foi retirada a primeira evidência molecular sobre a relação de evolução do dinossauro", disse Chris Organ, pesquisador de Harvard.

A mesma equipe de pesquisadores usou dados de proteína de mamute para confirmar o parentesco entre esse animal e os elefantes modernos. Os dinossauros foram extintos há 65 milhões de anos, provavelmente como resultado do impacto de um asteróide com a Terra, na região onde hoje é a Península de Yucatán, no México.

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A FARRA DAS GALINHAS

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FRANGALHOS (FADO)

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EU SÓ VIA FRANGO
À PASSARINHO
NÃO VOA NÃO CANTA
NÃO PIA

PASSARINHO IMPOTENTE
VAMOS COMER ELE QUENTE
PASSARINHO IMPOTENTE
VAMOS COMER ELE QUENTE


LETRA: RETTAMOZO
MÚSICA: RODRIGO BARROS

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Galináceos (Galliformes)

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POR QUE O FRANGO ATRAVESSOU A RUA?

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PROFESSORA PRIMÁRIA: Porque queria chegar do outro lado da estrada.
CRIANÇA: Porque sim.
POLIANA: Porque estava feliz.
PLATÃO: Porque buscava alcançar o Bem
ARISTÓTELES: É da natureza dos frangos cruzar a estrada.
NELSON RODRIGUES: Porque viu sua cunhada, uma galinha sedutora, do outro lado.
MARX: O atual estágio das forças produtivas exigia uma nova classe de frangos, capazes de cruzar a estrada.
MOISÉS: Uma voz vinda do céu bradou: "Frango, cruzai a estrada!" E o frango cruzou a estrada e todos se regozijaram.
AMIR KLINK: Para ir onde nenhum frango jamais esteve.
MARTIN LUTHER KING: Eu tive um sonho. Vi um mundo no qual todos os frangos serão livres para cruzar a estrada sem que sejam questionados seus motivos.
MAQUIAVEL: A quem importa o porquê? Estabelecido o fim de cruzar a estrada, é irrelevante discutir os meios utilizados para isso.
FREUD: A preocupação com o fato de o frango ter cruzado a estrada é um sintoma de sua insegurança sexual.
DARWIN: Ao longo de grandes períodos de tempo, os frangos têm sido selecionados naturalmente, de modo que, agora, têm uma predisposição genética a cruzar estradas.
EINSTEIN: Se o frango cruzou a estrada ou a estrada se moveu sob o frango, depende do ponto de vista. Tudo é relativo.
FHC: Por que ele atravessou a estrada, não vem ao caso. O importante é que, com o Plano Real, o povo está comendo mais frango.
GEORGE ORWELL: Para fugir da ditadura dos porcos.
SARTRE: Trata-se de mera fatalidade. A existência do frango está em sua liberdade de cruzar a estrada.
MACONHEIRO: Foi uma viagem...
ACM: Estava tentando fugir, mas já tenho um dossiê pronto comprovando que aquele frango pertence a Jorge Amado. Quem o pegar vai ter que se ver comigo.
FEMINISTAS: Para humilhar a franga, num gesto exibicionista, tipicamente machista, tentando, além disso, convencê-la de que, enquanto franga, jamais terá habilidade suficiente para cruzar a estrada.
PSTU: Para protestar contra as perdas internacionais promovidas por esse governo neoliberal e entreguista, e apoiar a renúncia de FHC, já! Fora FHC!
MALUF: Não tenho nada a ver com isso. Pergunte ao Pitta.
NIETZSCHE: Ele deseja superar a sua condiçao de frango, para tornar-se um superfrango.
CHE GUEVARA: Hay que cruzar la carretera, pero sin perder la ternura jamás!
BLAISE PASCAL: Quem sabe? O coraçao do frango tem razões que a própria razão desconhece.
SURFISTA: O bicho atravessou, cara... Bicho manêro, aí. Demaaaaais... IIIssaaaa...
SÓCRATES: Tudo que sei é que nada sei.
PARMÊNIDES: O frango não atravessou a estrada porque não podia mover-se. O movimento não existe.
CAETANO VELOSO: O frango é amaro, é lindo, uma coisa assim amara. Ele atravessou, atravessa e atravessará a estrada porque Narciso, filho de Canô, quiisera comê- lo, ou não!
DORIVAL CAYMMI: Eu acho (pausa)... - Amália, vai lá ver pra onde vai esse frango pra mim, minha filha, que o moço aqui tá querendo saber...
CARLA PEREZ: Porque queria se juntar aos outros mamíferos.
MARCELO XAVIER: Para peidar do outro lado da estrada.
JEAN COCTEAU: Ele não sabia que era impossível. Foi lá e fez.
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FOFURICES ANIMALESCAS APRESENTA:

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Frangos urbanos
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O REI DO TERREIRO

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O galo é o símbolo da seleção francesa de futebol.
O galo é o símbolo do Clube Atlético mineiro, time da primeira divisão do campeonato brasileiro.
O galo é o símbolo do River Atlético Clube, time da terceira divisão do campeonato brasileiro.
O Galo de Barcelos é um símbolo nacional de portugal, encontra-se comumente em lojas para turistas.
No horóscopo chinês o galo é chamado de Ji.
No Natal cristão, a Missa do Galo é celebrada à meia-noite do dia 24 de dezembro.
Galinho de Quintino é o apelido do jogador Zico.

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RABO DE GALO

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O costume de se misturar bebidas em coquetéis surgiu na Europa, em meados do século passado, quando os vinhos de Bordéus eram usados para compor um tipo de ponche e os vermutes de Piedmont ajudavam a suavizar os rudes gins fabricados na época. De acordo com um curioso livro publicado na Inglaterra em 1870, que louvava os "benefícios trazidos aos bares ingleses pela convivência com a França ", as bebidas misturadas eram chamadas de cobler, cooler, crusta, cup, daisy, fix, flip, negus, nog, sangaree, sling, smash, rickey posset, e ... cocktail (coquetel). Para este último, a receita específica do livro era : uma colher (de sopa) de bitters, duas doses de gim, meia de xarope de gengibre e meia de curaçau, tudo misturado e servido em copos com as bordas úmidas de suco de limão. O mesmo livro, contudo, reconhecia que a arte dos coquetéis já havia chegado aos EUA. Foram os americanos, na verdade, que consagraram os coquetéis, transformando-os em uma espécie de mania nacional durante a década de 20 (no início da era do jazz) e até a Segunda Guerra Mundial. Mesmo durante os tempos da Lei Seca, eles conseguiram sobreviver como uma maneira de disfarçar o terrível sabor das bebidas fabricadas ilegalmente.


Já a origem da palavra cocktail (em português, rabo de galo) é um caso à parte, onde coexistem várias teorias tão fascinantes quanto improváveis ... Para o connaisseur inglês John Doxat, a palavra foi criada pelo lendário escritor e bom vivant londrino Dr. Johnson. Este teria comprado a "pecaminosa" mistura de vinhos com destilados fortes aos cavalos de sangue misturado, sem raça definida, que, no interior da Inglaterra, tinham seus rabos cortados (em inglês, cocked tails). Outra teoria afirma que, na Guerra da Independência americana, a taberneira Betsy Flanagan, viúva de um soldado revolucionário, teria roubado as penas do rabo de um galo do inimigo para decorar os drinques que servia em seu bar. Outas histórias relacionam a palavra cocktail à tradição das brigas de galo: as penas dos rabos das aves seriam usadas para mexer os coquetéis dos apostadores desse esporte na rigião do Mississipi, ou dos marinheiros ingleses a serviço no Golfo do México. Mas há ainda quem conte as glórias de um drinque preparado e batizado por uma linda garota mexicana chamada Coctel; uma explicação bastante oportuna, já que a tequila está na moda ...

Quase todos os coquetéis são feitos com uma bebida-base, geralmente um destilado forte (como o gim, a vodka, etc) ao qual se adicionam outros ingredientes para obter o sabor desejado. O sabor da bebida-base deve predominar num coquetel e, por isso mesmo, ela deve participar com, pelo menos 50% da mistura.
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terça-feira, 13 de maio de 2008

QUADRINHOS - TIRA 04 - FÉDOR

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FÉDOR - BER~~

VERSOS VELHOS PARA SÁBADOS NOVOS

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Letra: IVAN JUSTEN

Música RENATO QUEGE


Porque hoje e sábado

Eu acordei mais cedo

Um pouco abobado

Um pouco bêbado


E vendo você deitada

Ainda dormindo de lado

Murmurei

Ao pé do seu ouvido


Todos os segredos

Mais sagrados da minha vida

Todas as lembranças

Mais retidas na retina


E dormindo ainda de lado

Você sorriu uma gargalhada

E sussurrou que essa piada

Eu já tinha te contado




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IVAN JUSTEN SANTANA ESCREVEU:

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De volta a uma obsessão

Semana retrasada foi lançada a revista Cadernos de Literatura em Tradução 8, contendo entre outros textos uma tradução que fiz do conto All the Dead Dears, da Sylvia Plath. No período em que mexia nesse conto, descobri que ela também escreveu, em 1956, um poema com o mesmo título.

Numa noite dessas perpetrei a tradução do poema, que segue aqui abaixo, dedicada à Marina Della Valle. Eu sei que não adianta advertir, mas é um texto muito sinistro: se você é uma pessoa impressionável, evite ler...


All the Dead Dears
Todos os Mortos Queridos

In the Archæological Museum in Cambridge is a stone coffin of the fourth century A.D. containing the skeletons of a woman, a mouse and a shrew. The ankle-bone of the woman has been slightly gnawed.
No Museu Arqueológico em Cambridge há um caixão de pedra do século IV dC, contendo os esqueletos de uma mulher, um camundongo e um mussaranho. O osso do tornozelo da mulher foi levemente roído.

Rigged poker-stiff on her back
With a granite grin
This antique museum-cased lady
Lies, companioned by the gimcrack
Relics of a mouse and a shrew
That battened for a day on her ankle-bone.
Ornamentado atiçador nas suas costas
Com um esgar granítico
Esta arcaica dama museu-encaixotada
Jaz, em companhia dos restos
Sem valor de um rato e um mussaranho
Que por um dia se refestelaram com sua tíbia.
These three, unmasked now, bear
Dry witness
To the gross eating game
We'd wink at if we didn't hear
Stars grinding, crumb by crumb,
Our own grist down to its bony face.
Estes três, já desmascarados, prestam
Seco testemunho
Do grosseiro jogo de comer
Que nem veríamos se não ouvíssemos
Estrelas triturando, migalha por migalha,
Nosso próprio grão até sua face óssea.
How they grip us through thin and thick,
These barnacle dead!
This lady here's no kin
Of mine, yet kin she is: she'll suck
Blood and whistle my marrow clean
To prove it. As I think now of her hand,
Com que esforço eles se agarram a nós,
Estes mortos encalacrados!
Esta dama aqui não é parenta
Minha, mas parenta ela é: vai sugar
Sangue e limpar minha medula até os fiapos
Pra prová-lo. Quando penso agora na mão dela,
From the mercury-backed glass
Mother, grandmother, greatgrandmother
Reach hag hands to haul me in,
And an image looms under the fishpond surface
Where the daft father went down
With orange duck-feet winnowing his hair ---
Da ampulheta banhada de mercúrio
Mãe, avó, tataravó
Estendem mãos megeras pra me arrastar,
E uma imagem surge sob a superfície do lago
Onde o pai apatetado afundou
Com pés-de-pato laranjas joeirando seu cabelo –
All the long gone darlings: They
Get back, though, soon,
Soon: be it by wakes, weddings,
Childbirths or a family barbecue:
Any touch, taste, tang's
Fit for those outlaws to ride home on,
Todas as queridas há muito idas: Elas
Voltam, entretanto, logo,
Logo: seja por velórios, casamentos,
Partos ou um churrasco de família:
Qualquer toque, gosto, olfato
Servem ao retorno destas proscritas ao lar,
And to sanctuary: usurping the armchair
Between tick
And tack of the clock, until we go,
Each skulled-and-crossboned Gulliver
Riddled with ghosts, to lie
Deadlocked with them, taking roots as cradles rock.
E ao santuário: usurpando a poltrona
Entre o tique
E o taque do relógio, até partirmos,
Cada Gulliver de crânio e ossos cruzados
Crivado de fantasmas, jazer com elas
Amortecidos, nos enraizando enquanto berços rangem.

Sylvia Plath
Versão brasileira: Ivan Justen Santana
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tirando o copo fora

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já devia ter ido embora
mas em parte estou errado
porém, por outro lado
não vou agora
o sol nasce lindo nessa hora
mas é a lua que comemora

das duas, uma três por quatro
poesia é um parto
meu sono pesado me entrega
no meu sonho acordei numa adega


Chico Cardoso, Edilson Del Grossi e Plínio Gonzaga
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NOVÍSSIMOS PALÍNDROMOS II - OMISSÃO

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"ATACA A NOTA
ATÉ NA MISSA
ELA VIRA CASACA
RIVAL É ASSIM
A NETA ÁTONA
ACATA"


"ALIÁS, LOGO O GOL SAI LÁ"

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segunda-feira, 12 de maio de 2008

Fazendo chouriço com o próprio sangue

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Beto Trindade diante de uma cerveja tcheca.


gentileza

maravilha
essa vida é uma uva
mesmo à pé
sem dinheiro, na chuva

ora viva lua estrela flor
samba

maravilha
só me sobra alegria
me maltratam
eu respondo bom dia

ora viva manitu pã ogum alá
krishna

agradeço
esta terra querida
só me enxotam
quando estou de saída

ora viva cor sabor amor
clima

(Roberto Prado e Beto Trindade)
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A última
!