sexta-feira, 13 de março de 2009

uma coisa qualquer

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Centurião, Thadeu e Roberto Prado,
no lançamento do Tao, O Livro.


uma unha comprida
uma cutícula partida
uma meia furada
um cabo fora da tomada
um plenilúnio em plena luz do dia
não importa o que seja tudo pode ser poesia
porque a senha secreta
está no olho do poeta
que extrai do objeto
o seu apelo secreto
produzindo a imagem
que traduz em linguagem
o verbo impronunciável
que diz a verdade inconfessável
com tamanha leveza
que quase não se percebe o horror
debaixo da beleza

Alberto Centurião
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